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O Ministério Público do Paraguai pediu a prisão de Santiago Peña e Carlos Carvallo nesta sexta-feira, logo após o Senado aprovar o impeachment do agora ex-presidente. A medida ocorre em meio à crise do Ueno Bank, que deixou milhões de clientes sem acesso a recursos.

O Ministério Público do Paraguai pediu nesta sexta-feira a prisão de Santiago Peña e do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, no âmbito de uma investigação por lesão de confiança e outros delitos. O pedido foi encaminhado ao Juízo de Garantias por quatro procuradores das unidades especializadas em Crimes Econômicos e Anticorrupção e em Crimes Informáticos. No documento, os investigadores solicitam o cumprimento de uma ordem de prisão emitida nesta sexta-feira contra os dois ex-dirigentes.

A ação ocorre no mesmo dia em que o Senado do Paraguai aprovou por unanimidade o impeachment de Peña, em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana assume o cargo até 2028. A fonte não detalhou o horário exato dos eventos, mas a sequência indica uma resposta rápida das autoridades.

Pedido de prisão e medidas cautelares

Segundo o jornal ABC Color, os procuradores pediram que Peña permaneça detido em sua residência até ser colocado à disposição do Ministério Público. Já Carvallo deverá ficar sob custódia nas instalações determinadas pelo Comando. A diferença nas condições de detenção sugere uma avaliação de risco distinta para cada investigado, embora a fonte não tenha detalhado os critérios.

O pedido de prisão preventiva é comum em casos de crimes econômicos para evitar interferência nas investigações ou fuga. No Paraguai, a lesão de confiança é tipificada no Código Penal e pode levar a penas de prisão, dependendo do valor envolvido. A fonte não detalhou os valores ou a extensão dos delitos investigados.

Impeachment unânime e transição de poder

A aprovação do impeachment por unanimidade no Senado reflete a gravidade da crise política. O escândalo do Ueno Bank abalou a confiança no governo Peña, levando a uma ruptura institucional rápida. Pedro Alliana, que era vice-presidente, assume o cargo até 2028, conforme previsto na Constituição paraguaia.

A transição de poder ocorre em um momento de forte pressão popular. A fonte não detalhou se Alliana já tomou posse formalmente ou se há medidas adicionais previstas. A comunidade internacional acompanha o desenrolar, mas a fonte não mencionou reações externas.

Crise do Ueno Bank e impacto social

A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país. A situação gerou um clima de instabilidade econômica e social, com relatos de longas filas em agências e manifestações em Assunção e outras cidades.

A intervenção do Banco Central é uma medida extrema para proteger o sistema financeiro, mas costuma ter efeitos imediatos na vida dos correntistas. A fonte não detalhou o montante total bloqueado nem o número exato de afetados, mas a menção a “milhões de clientes” indica a escala do problema.

O que vem a seguir

Com o pedido de prisão encaminhado, o Juízo de Garantias deverá decidir sobre as medidas cautelares nos próximos dias. A defesa de Peña e Carvallo ainda não se manifestou publicamente, segundo a fonte. O caso deve avançar com a coleta de provas e depoimentos.

Para o leitor brasileiro, a crise no Paraguai serve de alerta sobre os riscos de instabilidade financeira e política em países vizinhos. O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos e trará atualizações assim que novas informações forem confirmadas.

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Créditos Autor: Redação BnT
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