O técnico Rogério Ceni não escondeu a mistura de sentimentos após o duelo contra o São Paulo, disputado neste último domingo (3), em Bragança Paulista. Em entrevista coletiva, o comandante do Bahia fez questão de enaltecer a postura combativa e o volume de jogo apresentado pela equipe fora de Salvador, mas demonstrou forte incômodo com a recorrência de falhas defensivas que têm custado pontos preciosos na Série A.

Para Ceni, o Bahia conseguiu ser o “dono do jogo” em diversos momentos, especialmente após o gol marcado por Luciano Juba que igualou o jogo no meio do segundo tempo.

O treinador destacou ainda que a equipe teve as melhores ações ofensivas, mas acabou punida em lances pontuais de desatenção coletiva e individual.

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Análise técnica e cobrança por atenção na defesa

O treinador detalhou as situações que culminaram nos gols do adversário e reforçou que a margem de erro na elite nacional é mínima. Ceni pontuou erros de posicionamento que facilitaram a vida do ataque paulista.

“Acho que lutamos até o fim do jogo. Quando fizemos o gol do Juba fomos melhores, dominamos o jogo. Aí vem um gol de lateral, um contra-ataque, acho que o Nico fica um pouco aberto, David também não marca individual. São coisas que acontecem, mas temos que diminuir o número de erros. Parece que qualquer erro nosso vira gol, temos que prestar atenção mais nisso“.

A preocupação do técnico reflete um cenário que tem incomodado a torcida: a facilidade com que o sistema defensivo tem sido vazado, mesmo em partidas onde o Tricolor exerce superioridade na posse de bola e em número de chances criadas.

Luta do Bahia até o fim e queixa contra a arbitragem

Apesar das críticas por erros, o comandante valorizou o espírito de entrega do grupo, que buscou o empate até o apito final. Rogério Ceni destacou que o Bahia estava em seu melhor momento quando sofreu o golpe fatal e lamentou que a arbitragem não tenha concedido um tempo de acréscimo mais generoso, considerando que o Esquadrão tinha superioridade numérica em campo nos minutos finais.

De se destacar, as coisas positivas foram a luta, a entrega a todo tempo. Fomos donos do jogo fora de casa, tivemos as melhores ações. Lamentar que sofremos um gol em nosso melhor momento. No fim, o árbitro deu sete minutos, ficou muito parado e não teve mais tempo, acho que poderia ter deixado, acho que teríamos chances porque a gente tinha um jogador a mais”.

Agora, o Bahia vira a chave e foca na recuperação dentro de casa. Com o próximo compromisso marcado para o sábado (9), contra o Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, o elenco terá mais uma semana de trabalhos no CT Evaristo de Macedo para sanar as deficiências apontadas por Ceni e retomar o caminho dos triunfos no Brasileirão.



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