Presidente paraguaio, Santiago Peña, se reuniu nesta 6ª feira (8.mai) com o líder taiwanês, Lai Ching-te, em Taipei
A China não vê com bons olhos a visita do presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), a Taiwan. O chefe de Estado paraguaio desembarcou na capital Taipei na 5ª feira (7.mai.2026) com uma comitiva de empresários. Nesta 6ª feira (8.mai), encontrou-se com o líder taiwanês, Lai Ching-te (DPP – Partido Democrático Progressista).
No mesmo dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou que Pequim aguarda que o governo paraguaio pare de reconhecer as pretensões separatistas de Taiwan.
“Pedimos às autoridades paraguaias que se posicionem o mais rápido possível do lado certo da história e façam a escolha correta de reconhecer o princípio de Uma Só China e romper as chamadas ‘relações diplomáticas’ com as autoridades de Taiwan”, declarou o porta-voz chinês.
O Paraguai é o único país da América do Sul e um dos 12 países que mantém laços diplomáticos com Taiwan, reconhecendo a província chinesa como República da China. É um dos aliados mais antigos da ilha, tendo reconhecido-a como um Estado soberano em julho de 1957.
Ao chegar em Taipei, Peña declarou que seu governo não pensa em renunciar seus laços diplomáticos com Taiwan e que a relação do país com a ilha se baseia “valores compartilhados, como democracia, liberdade, direitos humanos e o Estado de Direito”.
Possíveis perdas
Ao não respeitar o chamado princípio de Uma Só China –em que o governo de Pequim é o único representante de toda a China– o Paraguai perde praticamente todos os seus laços com o governo chinês, tanto diplomáticos quanto econômicos.
Pelo lado diplomático, a China não tem uma embaixada no Paraguai e não autoriza o estabelecimento de uma embaixada paraguaia em seu território, o que torna a comunicação entre os países quase inexistente.
Do lado econômico, o Paraguai fica bloqueado de acessar o mercado chinês para suas exportações e tem dificuldades em fechar qualquer parceria no campo comercial com a China. O país sul-americano não é completamente ausente de investimentos ou produtos chineses, mas a presença chinesa no país é muito mais reduzida em comparação ao resto do continente.
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