É a 1ª encomenda da empresa norte-americana para o mercado chinês desde 2017 e foi costurada durante visita de Trump a Pequim

O Ministério do Comércio da China confirmou nesta 4ª feira (20.mai.2026) que o país fechou a compra de 200 aviões da Boeing. É a 1ª encomenda da fabricante norte-americana para o mercado chinês desde 2017. O acordo foi costurado durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), a Pequim na semana passada.

A compra foi anunciada inicialmente pelo presidente norte-americano durante uma entrevista na capital chinesa. Inicialmente, a China não confirmou a operação, mas agora disse que o acordo está selado e destacou algumas salvaguardas do lado norte-americano. O governo chinês informou que os EUA fornecerão à China “garantias suficientes” para o fornecimento de motores e peças de aeronaves.

“A aviação é uma área fundamental para aprofundar a cooperação mutuamente benéfica e vantajosa para ambos os lados”, disse o Ministério do Comércio da China.

O retorno da Boeing ao mercado chinês era um dos principais desejos da agenda comercial de Trump em Pequim. O republicano deixou o país asiático afirmando ter feito grandes negócios, mas o acordo da Boeing foi o único que divulgou publicamente.

Ainda que tenha sido uma vitória para a companhia norte-americana –que na última década viu a concorrente europeia Airbus dominar as encomendas chinesas– , o negócio ficou abaixo do esperado inicialmente. A mídia norte-americana dizia que a operação envolveria até 600 aviões e a informação dos 200 fez com que as ações da empresa recuassem depois do anúncio de Trump.

NEGOCIAÇÃO POR TERRAS-RARAS

O Ministério do Comércio da China comentou nesta 4ª feira (20.mai) sobre as tratativas para os países avançarem em um novo acordo para a venda de terras-raras –outro objetivo de Trump em sua visita ao país.

O governo chinês declarou que as equipes econômicas das duas nações mantêm trocas constantes sobre o tema, mas ainda não há uma solução. Informou que ambos os lados “estudam as preocupações legítimas e legais de cada um”.

O ministério disse: “A China está disposta a trabalhar com os EUA para promover a cooperação mutuamente benéfica entre empresas dos dois países e criar condições favoráveis ​​para garantir a segurança e a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais”.

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