Manifestação é organizada pelo PL de São Paulo e terá a participação de Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, entre outros
O PL trabalha com a expectativa de reunir 100 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo, na manifestação marcada para esta 2ª feira (7.set.2026), Dia da Independência. O ato terá como motes principais “Fora Lula” e “Fora Moraes”.
A concentração está marcada para começar às 15h. A manifestação é organizada pelo diretório paulista do PL e deve reunir integrantes da direita e do bolsonarismo.
Estão previstos discursos do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Também vão falar o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ex-secretário de Segurança Pública paulista e deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
O pastor Silas Malafaia também anunciou que participará do ato e deve discursar, embora não esteja entre os organizadores da manifestação.
O ato será realizado como parte da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A manifestação também servirá como uma demonstração da capacidade de mobilização do candidato e dos principais nomes da direita.
A campanha de Flávio ganhou novo impulso depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo das investigações sobre o Banco Master. No relatório de 218 páginas, há diversas conversas do fundador do banco, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes. Flávio defende que Moraes seja investigado e afastado do STF. Foi Moraes quem determinou a prisão de Jair Bolsonaro (PL).
Quem deve participar
Até a publicação desta reportagem, além de Flávio, foram identificados os seguintes nomes ligados à mobilização para o ato:
Comparação com 2025
A comparação com a manifestação do 7 de Setembro do ano passado será inevitável.
Em 2025, o Poder360 calculou que 48.800 pessoas participaram do ato realizado na avenida Paulista. A estimativa foi feita com base em imagens aéreas e na área efetivamente ocupada pelos manifestantes.
Desta vez, o PL trabalha com a meta de reunir 100 mil pessoas, mais do que o dobro do público calculado pelo Poder360 no ano anterior.
O número de participantes será acompanhado como um dos principais indicadores políticos da manifestação. Uma adesão próxima da meta estabelecida pelo partido dará força ao discurso de mobilização da campanha de Flávio Bolsonaro. Um público inferior ao registrado em 2025, por outro lado, alimentaria comparações sobre a capacidade atual de mobilização do bolsonarismo, especialmente depois que o ex-presidente foi preso. Nesse domingo (6.set), Mendonça liberou para julgamento o processo que envolve Alexandre de Moraes. Um público reduzido tende a tirar a pressão do caso.
Previsão de frio
A previsão do tempo também é um fator de atenção para os organizadores. A temperatura na capital paulista pode chegar a 14°C durante o ato, marcado para o meio da tarde. O frio pode inibir a presença de parte dos manifestantes e dificultar o cumprimento da meta de público estabelecida pelo PL.
Aliados de Flávio e de Tarcísio têm trabalhado para mobilizar prefeitos e políticos do Estado de São Paulo. A expectativa é que representantes de 300 municípios paulistas participem do ato.
A manifestação terá como um dos focos as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Não serão incentivadas críticas à instituição STF.
A oposição também deve usar o ato para defender o avanço de pedidos de impeachment contra o ministro. Outros 2 motes são: “É agora ou nunca” e “Juntos vamos resgatar o Brasil”.
Bolsonaro chamou Moraes de “canalha”
O foco das críticas em Alexandre de Moraes nas manifestações de 7 de Setembro tem precedentes no bolsonarismo.
Em 2021, quando ainda era presidente da República, Jair Bolsonaro participou de atos em Brasília e em São Paulo no Dia da Independência.
Em discurso na avenida Paulista, chamou Moraes de “canalha” e afirmou que não seria preso. À época, o então presidente também elevou o tom contra o STF e disse que só deixaria o poder preso ou morto.
O episódio marcou um dos momentos de maior tensão de Bolsonaro com o Supremo durante seu governo.
Cinco anos depois, Alexandre de Moraes volta a ser um dos principais alvos de uma manifestação de 7 de Setembro organizada por aliados do ex-presidente.
Desta vez, o ato terá Flávio Bolsonaro como principal nome político. Ao lado de Michelle e Tarcísio, o senador pretende usar a manifestação na Paulista para demonstrar força eleitoral e medir a capacidade de mobilização da direita às vésperas da eleição de 2026.
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