O ex-procurador da República Deltan Dallagnol, filiado ao Partido Novo e pré-candidato ao Senado pelo Paraná, afirmou que não tem como objetivo integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), mas declarou que aceitaria uma eventual indicação caso entendesse que essa seria sua missão de servir ao país.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Pleno Time, na última quinta-feira (2), quando foi questionado sobre especulações envolvendo uma possível nomeação para a Suprema Corte.

Segundo Dallagnol, ocupar uma cadeira no STF nunca fez parte de seus planos pessoais. Apesar disso, ele afirmou que enxergaria um eventual convite como uma grande responsabilidade e disse que exerceria a função caso fosse escolhido.

Durante a entrevista, o ex-integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato citou o ministro André Mendonça como exemplo de alguém que, segundo ele, também não esperava ser indicado ao Supremo antes de receber o convite.

Dallagnol afirmou ainda que sua atuação na vida pública é motivada pelo propósito de servir à sociedade e não pela busca de poder ou de cargos. Em sua avaliação, a vocação para a atividade pública deve estar ligada ao compromisso com o interesse coletivo.

O ex-procurador também relacionou sua resposta à fé cristã, afirmando que procura conduzir sua trajetória com foco no serviço ao próximo e na realização de um propósito maior.

Mesmo reiterando que não trabalha para conquistar uma vaga no STF, Dallagnol declarou que aceitaria uma eventual indicação caso ela ocorresse no futuro, destacando o peso institucional e a responsabilidade de integrar a mais alta Corte do país.

Cassado em 2023 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Deltan Dallagnol busca retornar à política nas eleições de 2026 como pré-candidato ao Senado pelo Paraná, representando o Partido Novo. Enquanto articula sua candidatura, ele segue participando de eventos e entrevistas para defender suas propostas e comentar temas ligados ao Judiciário e à política nacional.

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