CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Brasília foi palco, nesta segunda-feira (7), de manifestações de grupos de direita e de esquerda realizadas paralelamente ao tradicional desfile cívico-militar do 7 de Setembro. Enquanto atos ligados à direita concentraram críticas no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e no presidente Lula da Silva (PT), movimentos de esquerda defenderam pautas sociais, entre elas o fim da escala de trabalho 6×1 e o combate à violência contra as mulheres.

As mobilizações ocorreram em diferentes pontos da capital federal. Um dos atos da direita foi realizado nas proximidades do Banco Central e reuniu manifestantes que pediram o impeachment de Moraes e de Lula. Segundo o Metrópoles, cerca de 300 pessoas participaram da manifestação convocada pelo desembargador Sebastião Coelho, candidato ao Senado pelo Novo.

Direita concentra críticas em Moraes e Lula

Durante o ato, manifestantes exibiram cartazes contra integrantes do STF e defenderam o afastamento de Moraes. A crise envolvendo o ministro e André Mendonça também esteve entre os assuntos explorados pelos participantes.

Sebastião Coelho afirmou que a mobilização tinha como objetivo defender o que classificou como liberdade e afastamento de autoridades que, na avaliação dos manifestantes, teriam ultrapassado suas atribuições. O senador Eduardo Girão também participou do ato e criticou a atuação de Moraes.

Outro ato da direita ocorreu na Funarte, no centro de Brasília. A manifestação foi convocada pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e reuniu mais de 300 pessoas, segundo o Metrópoles. O evento teve como principal mote as críticas a Moraes e Lula, além da defesa da candidatura de Jair Bolsonaro e de pedidos de anistia relacionados aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Políticos que participaram da mobilização também defenderam a atuação de André Mendonça no caso envolvendo o Banco Master e fizeram críticas ao governo federal e ao Supremo.

Esquerda leva escala 6×1 e direitos das mulheres às ruas

Do outro lado do espectro político, o Grito dos Excluídos realizou sua 32ª edição em Brasília. A manifestação reuniu organizações populares, sindicatos, movimentos sociais e representantes religiosos em torno do lema “Mulheres Vivas e Soberania”.

Entre as principais reivindicações apresentadas estavam o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio, a defesa dos direitos das mulheres, a proteção das crianças e os direitos dos povos indígenas.

A pauta do fim da escala 6×1 também esteve presente em manifestações realizadas em outras cidades brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, a 32ª edição do Grito dos Excluídos reuniu centrais sindicais e movimentos sociais na região da Praça da Sé, com defesa da soberania nacional, moradia e redução da jornada de trabalho.

Crise do Banco Master também aparece nos atos

A crise envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos no STF também entrou no discurso dos manifestantes. O tema ganhou espaço principalmente entre grupos de direita, que vêm utilizando o conflito entre Moraes e Mendonça para cobrar investigações e mudanças na atuação da Suprema Corte.

O cenário ocorre enquanto Mendonça liberou para julgamento no plenário do STF a investigação relacionada a Moraes, aumentando a tensão política em torno do caso.

Desfile reúne chefes dos Três Poderes

Enquanto os atos políticos aconteciam em diferentes pontos da capital, a Esplanada dos Ministérios recebeu o desfile cívico-militar do 7 de Setembro.

Lula participou da cerimônia ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente do STF, Edson Fachin.

A presença dos chefes dos três Poderes ganhou peso político diante da crise institucional envolvendo integrantes do Supremo. Conforme revelou a CNN Brasil, Lula atuou para que Fachin e Alcolumbre comparecessem ao desfile, buscando transmitir uma imagem de diálogo e convergência institucional em meio às disputas no Judiciário.

Soberania foi um dos eixos do 7 de Setembro

O desfile deste ano teve três eixos definidos pelo governo federal, soberania nacional, combate à violência contra as mulheres e Copa do Mundo Feminina de 2027.

Antes da cerimônia, Lula havia reforçado em pronunciamento nacional a defesa da soberania brasileira e afirmado que o país não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais.

Com manifestações de sinais políticos opostos ocorrendo simultaneamente ao desfile oficial, Brasília transformou o 7 de Setembro em uma vitrine das principais disputas políticas de 2026. De um lado, a direita concentrou sua mobilização contra integrantes do STF e o governo federal. Do outro, movimentos de esquerda priorizaram reivindicações trabalhistas e sociais, mostrando a forte polarização que marca o cenário eleitoral deste ano.

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