O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado 12 o pedido do ministro Alexandre de Moraes para que investigações paralelas sobre o caso do Banco Master, envolvendo o próprio Moraes e o também ministro André Mendonça, acontecessem no mesmo dia.
Com a decisão de Fachin, está mantida para terça-feira 15 a discussão sobre o suposto envolvimento de Moraes no caso. O presidente do STF informou, ainda, que a situação de Mendonça vai a plenário no dia 23 (quarta-feira da semana seguinte).
O pedido de Moraes foi feito na sexta-feira 11. Na ocasião, o ministro pediu também a Fachin a quebra total do sigilo do Caso Master – horas antes, Mendonça levantou o sigilo de parte das investigações, mas manteve alguns dados protegidos.
Moraes argumentou que o próprio Fachin já reconheceu a conexão entre os dois processos. Na decisão citada no ofício, o presidente do STF afirmou que a tramitação separada poderia gerar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.
Ao negar o pedido, Fachin afirmou que o caso sobre Moraes, relatado por Mendonça, já tinha sido liberado para inclusão em pauta do Supremo desde o dia 6 de setembro, e que a análise da situação de Mendonça ainda não foi concluída, o que inviabilizaria a análise simultânea dos casos.
Para Moraes, ao deixar de publicar parte dos documentos analisados, Mendonça atuou para proteger “determinado grupo político” – sem mencionar que grupo seria esse. Mendonça, é bom lembrar, foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Corte.
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