Os desfalques no setor ofensivo abriram espaço para Kike Olivera voltar a ser utilizado no Esporte Clube Bahia. Depois da “polêmica” tentativa de transferência para o Nacional-URU, o atacante voltou a treinar normalmente com o elenco e aparece como uma das opções de Rogério Ceni para o Ba-Vi, neste domingo (23), às 16h, no Barradão.
Dentro do Bahia, a negociação com o clube uruguaio é tratada como assunto encerrado. A diretoria e o departamento de futebol entendem que Kike segue fazendo parte dos planos para a sequência da temporada e pode contribuir com a equipe na reta final do ano.
Kike Olivera foi uma das contratações do Bahia para a temporada. Até o momento, o uruguaio disputou 25 partidas, com dois gols e duas assistências. O atacante, porém, ainda não entrou em campo no segundo semestre. Após a retomada do calendário, manifestou o desejo de retornar ao futebol uruguaio e acabou envolvido nas negociações entre Nacional, Grêmio e Bahia.
Durante esse período, Kike alegou problemas familiares e dores físicas. Com isso, ficou fora das listas de relacionados em dois amistosos e quatro partidas do Campeonato Brasileiro. Depois que as conversas para a transferência foram encerradas, o uruguaio voltou a ser relacionado em dois jogos, contra Vasco e Chapecoense, mas permaneceu no banco de reservas.
Agora, a tendência é que Kike tenha uma nova oportunidade diante do Vitória. Rogério Ceni não poderá contar com Ademir, que sofreu uma lesão muscular no adutor da coxa esquerda, nem com Kauê Furquim, convocado para a Seleção Brasileira Sub-17.
O próprio atacante encara o clássico como uma oportunidade para reconstruir sua relação com a torcida e iniciar uma nova fase no Bahia. Em entrevista ao ge, Kike reconheceu que sabe da insatisfação de parte dos torcedores, mas afirmou que vê o Ba-Vi como uma possibilidade de recomeçar sua trajetória no clube. “Sei que o torcedor está chateado, mas eu encaro essa partida como uma chance de recomeço.”
O uruguaio também destacou a importância de disputar um clássico e revelou o desejo de estar em campo no domingo. “Todo jogador, quando começa no futebol, sonha em viver dias assim. Jogar um clássico em qualquer lugar do mundo é um dia especial, e domingo não será diferente. Eu joguei dois Ba-Vi’s esse ano e vi de perto o que representa um jogo como esse. Eu quero estar em campo. Para mim, o jogo de domingo significa muito mais que uma partida de campeonato. Será minha chance de reescrever uma nova história no Bahia.”
