Foto: Ádila Ribeiro/Notícias da Bahia

Marcando as celebrações do Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela, foi realizado na manhã deste sábado (25), em Salvador, a Marcha das Mulheres Negras da Bahia por Reparação e Bem Viver.

O movimento se concentrou na Praça da Piedade, e as participantes seguiram em caminhada até o Terreiro de Jesus, no Centro Histórico da capital baiana.

A iniciativa – que integra a programação da 14ª edição do Julho das Pretas, contou com a participação de lideranças comunitárias, estudantes, professoras, mulheres quilombolas, mulheres de terreiro, jovens, ativistas e representantes de movimentos sociais de Salvador e de diversas regiões da Bahia.

“Neste 25 de julho, nossos corpos, vozes e passos afirmam que não abrimos mão da Reparação histórica, política, material e simbólica diante das desigualdades produzidas pela escravização, pelo colonialismo, pelo racismo e pelo patriarcado, que ainda atravessam nossas vidas”, ressaltou o Instituto da Mulher Negra – Odara, nas redes sociais.

Criado pelo Instituto da Mulher Negra – Odara, o Julho das Pretas surgiu em 2013 e se consolidou como uma das maiores articulações políticas de mulheres negras da América Latina.

Neste ano, a iniciativa reúne 675 atividades promovidas por 292 organizações e coletivos, distribuídas por 23 estados brasileiros, o Distrito Federal e outros três países, fortalecendo a articulação entre mulheres negras do Brasil, da América Latina, do Caribe e da diáspora africana.

Em novembro de 2025, a Marcha Global das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, reuniu cerca de 300 mil mulheres negras de todos os estados brasileiros e de mais de 40 países, em Brasília. Agora, o objetivo do Instituto é fortalecer a mobilização nos territórios locais, mantendo em pauta a defesa da justiça racial, da reparação histórica e do Bem Viver.

Créditos Autor: Notícias da Bahia
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