O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes rejeitou mais uma vez, nesta segunda-feira 25, arquivar um inquérito contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão Lúcio Vieira Lima.

A investigação mira suposta lavagem de dinheiro por meio da simulação de um contrato de locação de maquinário agrícola destinado à fazenda da família, além da simulação de compra e venda de gado.

Em 2019, quando Geddel já não exercia mais um mandato, Moraes mandou o caso à Justiça Federal do Distrito Federal, em linha com o entendimento do STF à época sobre o chamado foro privilegiado. Com a mudança promovida pela Corte em 2025 na extensão do foro, os autos voltaram à alçada do ministro.

Geddel, Lúcio e outros alvos buscam arquivar inquérito sob o argumento de que ele resulta da Operação Cui Bono, “já declarada nula, com trânsito em julgado, pelo TRF-1”. Em abril, Moraes rechaçou a tentativa, mas a defesa insistiu — novamente sem sucesso.

Moraes reforçou que a investigação está em tramitação regular, com diversas diligências já realizadas e a apresentação de relatório pela Polícia Federal. Assim, o encerramento seria “absolutamente prematuro”.

O ministro explicou que os autos estão com o Ministério Público Federal, órgão ao qual cabe, eventualmente, denunciar os envolvidos. “Conforme já consignei, não cabe aos investigados pretender pautar a atividade investigativa.”

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