Acordo alonga prazo de pagamento para 6,4 anos e reduz custo para CDI + 0,5% a.a; dívida vai de R$ 4,56 bi para R$ 2,28 bi
O GPA (Grupo Pão de Açúcar) fechou acordo de recuperação extrajudicial com credores detentores de 57,49% dos débitos da companhia. A reestruturação abrange dívidas de R$ 4,56 bilhões e prevê redução de mais de 50% do valor total. O acordo foi comunicado na 3ª feira (5.mai.2026). Eis a íntegra (PDF – 152kB).
A empresa conseguiu alongar o prazo médio de pagamento para 6,4 anos. O custo médio dos débitos foi reduzido para CDI (Certificado de Depósito Interbancário) + 0,5% ao ano. Com o desconto negociado, a dívida deve ser reduzida para R$ 2,28 bilhões ao longo do período de quitação.
Plano de recuperação do Grupo Pão de Açúcar
O plano de recuperação extrajudicial, anunciado em março, contempla a conversão de créditos em debêntures —títulos de dívida vendidos em troca de juros e outros rendimentos—, no valor de até R$ 1,1 bilhão. As conversões se darão no 1º semestre de 2027, 2029, 2030 e 2031, a critério dos titulares.
O acordo prevê ainda um novo financiamento no valor total de até R$ 200 milhões, pago por credores sujeitos ao plano de recuperação extrajudicial que desejarem conceder novos recursos ao GPA.
Segundo o comunicado, o plano resultará em “liquidez relevante e reduzirá em mais de R$ 4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela companhia” nos próximos 2 anos. A expectativa é que haja melhor fluxo de caixa no período.
“Trata-se de um passo essencial para melhorar o perfil de endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o relacionamento com os fornecedores e protege as operações de suas lojas, que seguirão funcionando normalmente”, afirmou o GPA.
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