Tempo de Leitura: 4 minutos

O Brasil tinha 34,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um crescimento de 53,3% em relação a 2012, quando o país registrava 22 milhões de pessoas nessa faixa etária. Os dados fazem parte das estatísticas do instituto sobre o envelhecimento da população brasileira. Dados do IBGE sobre a população idosa

Além disso, as projeções populacionais indicam que esse processo deve continuar nas próximas décadas. De acordo com o IBGE, cerca de 37,8% dos habitantes do país poderão ter 60 anos ou mais em 2070. A projeção considera a revisão populacional de 2024 e reúne estimativas para o período de 2000 a 2070. Projeções da População do IBGE

Nesse cenário, a chegada aos 60 anos não significa necessariamente reduzir o ritmo ou abandonar atividades que fizeram parte da vida adulta. Corrida, musculação, ciclismo, tênis, viagens e trabalho podem continuar presentes na rotina de parte dessa população, enquanto a preservação da mobilidade e da independência passa a integrar as preocupações relacionadas ao envelhecimento.

A mudança também aparece nos hábitos relacionados à atividade física. Um levantamento do Datafolha, realizado entre 9 e 11 de dezembro de 2024, ouviu 2.006 pessoas com 16 anos ou mais, em 113 municípios de todas as regiões do país. Segundo a pesquisa, 53% dos brasileiros costumavam praticar atividades físicas no dia a dia.

Entre as pessoas com 60 anos ou mais, a caminhada foi a atividade mais mencionada, aparecendo em 37% das respostas desse grupo. Já considerando todos os entrevistados, a caminhada também foi a atividade física mais citada, com 25% das menções espontâneas. Na sequência, apareceram musculação, futebol, bicicleta e corrida.

Atividade física faz parte da rotina de muitos idosos

Além disso, entre os entrevistados que afirmaram praticar atividades físicas, a frequência média ficou em quatro vezes por semana. Um quarto dos participantes declarou praticar exercícios todos os dias, enquanto outros relataram atividades entre três e quatro vezes por semana.

Por outro lado, a pesquisa também identificou obstáculos para quem não pratica exercícios. A falta de tempo foi o motivo mais citado entre os participantes que disseram não realizar atividades físicas, com 49% das menções espontâneas. O levantamento, no entanto, considera a população de 16 anos ou mais e não foi elaborado exclusivamente para avaliar os hábitos da população idosa.

Com isso, o cuidado com a saúde durante o envelhecimento pode envolver diferentes aspectos, além do tratamento de doenças ou dores. Força muscular, equilíbrio, condicionamento físico, saúde cardiovascular e funcionamento das articulações também fazem parte dos fatores relacionados à manutenção da capacidade funcional.

Para Roberto Secomandi, cardiologista, médico do esporte e especialista em cardiologia do esporte do Imot Care, em Mogi das Cruzes, o perfil de parte dos pacientes com mais de 60 anos também está relacionado à permanência de atividades físicas na rotina.

“Hoje atendemos pessoas com mais de 60 anos que praticam corrida, musculação, ciclismo, tênis e diversas outras atividades. O objetivo não é apenas tratar uma dor quando ela aparece, mas acompanhar o paciente para preservar sua capacidade funcional, prevenir lesões e permitir que ele continue realizando aquilo que faz parte da sua rotina”, explica.

Imagem: Divulgação

Acompanhamento pode envolver diferentes especialidades

Nesse contexto, a chamada capacidade funcional está relacionada à possibilidade de uma pessoa realizar suas atividades cotidianas e manter sua autonomia. Durante o envelhecimento, esse acompanhamento pode envolver diferentes áreas da saúde, de acordo com as necessidades e características de cada paciente.

No Imot Care, segundo informações da instituição, o atendimento multidisciplinar reúne profissionais das áreas de Cardiologia, Medicina Esportiva, Vascular, Endocrinologia, Reumatologia, Nutrologia, Psicologia, Fisioterapia, Fisiologia do Exercício e Nutrição.

A proposta é reunir diferentes especialidades no acompanhamento de pacientes que buscam prevenção, tratamento e reabilitação. Dessa forma, o cuidado pode considerar diferentes aspectos relacionados à saúde e à capacidade de manter atividades do cotidiano.

Entre os recursos disponíveis está a ergoespirometria, também conhecida como teste de esforço cardiopulmonar. O exame avalia a resposta do organismo durante o esforço e acompanha parâmetros relacionados aos sistemas cardiovascular, respiratório e muscular.

Durante o procedimento, o paciente realiza esforço físico enquanto é monitorado. A análise dos gases respiratórios, juntamente com outros parâmetros, permite avaliar a resposta do organismo ao exercício. Por isso, o exame pode ser utilizado em diferentes contextos de avaliação cardiopulmonar e da capacidade física.

No caso do Imot Care, a ergoespirometria está entre os recursos disponibilizados pela instituição para o acompanhamento de seus pacientes. A indicação e a realização de exames, entretanto, dependem da avaliação individual e da necessidade clínica de cada pessoa.

Preservação da autonomia está entre os objetivos do cuidado

Para Secomandi, manter a possibilidade de realizar atividades do cotidiano deve fazer parte do cuidado com a saúde ao longo do envelhecimento.

“Envelhecer com qualidade de vida significa manter a autonomia para trabalhar, viajar, praticar atividade física e realizar as tarefas do dia a dia. Quando diferentes especialidades atuam de forma integrada, conseguimos promover prevenção, reabilitação e acompanhamento contínuo, preservando a mobilidade e a independência do paciente”.

Assim, o envelhecimento da população brasileira amplia também a discussão sobre como preservar a autonomia ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, os dados demográficos mostram que a parcela de brasileiros com 60 anos ou mais continuará crescendo nas próximas décadas.

Nesse contexto, a prática de atividades físicas aparece entre os hábitos presentes na rotina de parte da população idosa. Entretanto, a forma de realizar exercícios e o acompanhamento necessário variam de acordo com as condições de saúde e as características de cada pessoa.

 

 

 

 

 

Transparência editorial: Conteúdo produzido e revisado pela equipe do  ComSaúde Notícias, com apoio de inteligência artificial em recursos visuais, organização e checagem de informações. A apuração e a responsabilidade editorial são do Portal.

Créditos Autor: Isabela
Créditos Imagens: Reprodução Internet

Fonte: Clique aqui