Com objetivo de preservar o patrimônio histórico de Salvador, a Justiça acatou o pedido do Ministério Público da Bahia (MPBA), para que seja realizada obras emergenciais num imóvel histórico localizado no Largo da Soledade. O casarão, construído em 1927, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).

O imóvel de n° 34 apresenta grave estado de deterioração, com rachaduras, inclinação estrutural, queda de parede e desmoronamento de parte da edificação. A decisão da 8ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, atende a pedido feito em ação civil pública ajuizada pelo MPBA, por meio da promotora de Justiça Cristina Seixas Graça.

De acordo com o MPBA, a cautelar determina que o Ipac e a proprietária do imóvel promovam, solidariamente, as reparações mais urgentes para impedir o avanço da deterioração das ruínas. Entre as medidas previstas está o escoramento das estruturas remanescentes, quando necessário, com material metálico, conforme projeto aprovado pelo instituto estadual e elaborado por profissionais técnicos capacitados.

A decisão também determina que o Ipac apresente projeto de restauração do imóvel e prevê que Estado da Bahia preste apoio financeiro à autarquia para o cumprimento das obrigações.

Na ação, a promotora de Justiça Cristina Seixas Graça sustentou a responsabilidade dos envolvidos pela conservação do patrimônio protegido e destacou que o tombamento impõe ao Poder Público o dever de atuar na preservação do bem, especialmente diante de situações de risco e da ausência de medidas suficientes por parte da proprietária.

Segundo manifestação técnica citada na ação, a medida seria “necessária para prevenir o colapso da estrutura, que poderia provocar a perda de um dos imóveis ainda preservados do conjunto tombado e colocar em risco a vida das pessoas que passam pelo local e o acesso às edificações vizinhas”.

De acordo com registros da Defesa Civil de Salvador (Codesal), o casarão da Soledade possui extenso histórico de desabamentos de alto risco, contabilizados desde 2008. Nos últimos anos, diversos desabamentos parciais foram registrados neste imóvel, que há 46 casas habitadas.

Créditos Autor: Notícias da Bahia
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