CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Mensagens tornadas públicas no âmbito das investigações do Banco Master mostram que Daniel Vorcaro prometeu manter os repasses para o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, mesmo enquanto a instituição financeira enfrentava uma grave crise e corria risco de liquidação pelo Banco Central.

Em 22 de outubro de 2025, cerca de quatro semanas antes da prisão de Vorcaro, o então dono do Banco Master escreveu ao publicitário Thiago Miranda, apontado como um dos intermediários das tratativas do filme, que havia liberado mais uma parcela e que mantinha “prioridade total” para o projeto. As mensagens foram liberadas após André Mendonça retirar o sigilo de parte dos processos relacionados ao caso.

O conteúdo também revela que os pagamentos eram acompanhados por pessoas próximas à produção. Em mensagens posteriores, Miranda encaminhou a Vorcaro cobranças atribuídas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre transferências que ainda não haviam sido concluídas. O banqueiro respondeu que um dos pagamentos havia retornado e seria feito novamente.

A participação de Miranda nas negociações já havia sido confirmada por ele próprio ao SBT News. Em maio, o publicitário afirmou que intermediou repasses de Vorcaro e também uma tentativa de encontro entre o senador e o ex-banqueiro.

O financiamento de Dark Horse está sob investigação da Polícia Federal. Em julho, Mendonça autorizou a abertura de inquérito para apurar se os recursos enviados por Vorcaro foram efetivamente utilizados na produção do longa. A Agência Brasil informou que os repasses investigados ultrapassaram R$ 60 milhões.

Na semana passada, Mendonça também homologou a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Vorcaro. Segundo a investigação, parte dos recursos destinados ao filme passou pelo fundo norte-americano Havengate.

As novas mensagens ampliam a dimensão do caso ao mostrar que o financiamento do filme continuou sendo tratado diretamente enquanto o Banco Master enfrentava dificuldades. A PF agora apura a origem, a movimentação e a destinação dos valores relacionados à produção.

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